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A IMPORTÂNCIA DOS CONHECIMENTOS DA BIOTECNOLOGIA PARA NOS ESTUDANTES E PESSOAS DO DIA-A-DIA
quarta-feira
A partir de 1995, outras culturas geneticamente modificadas chegaram ao mercado. O milho, a canola, o algodão, a soja e as variedades de batata que tiveram características específicas adquiridas pela tecnologia de DNA recombinante estavam sendo plantados em campos norte-americanos. No primeiro ano, somente poucos milhares de hectares foram cultivados, mas os fazendeiros que optaram por essas novas variedades da biotecnologia obtiveram rendimentos melhores, com menos ou nenhuma pulverização de inseticida e, como conseqüência, tiveram a erosão reduzida do solo e uma menor contaminação da água no subsolo.
Segundo dados do relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA), o cultivo de plantas transgênicas, em 2004, registrou um aumento de 13,3 milhões de hectares em áreas plantadas, atingindo o patamar de 81 milhões de hectares em todo o mundo. De acordo com os dados do ISAAA, esse aumento representa 20% a mais em relação a 2003.
O ISAAA divulgou também que o número de agricultores que cultivaram plantas geneticamente modificadas ultrapassou a barreira dos 8 milhões, divididos pelos 17 países que atualmente permitem o cultivo de plantas transgênicas. Mundialmente, 60% da soja, 23% de milho, 11% do algodão e 6% da canola (80% da canola no Canadá) são produtos da biotecnologia. A China está a ponto de adicionar o arroz aos produtos da crescente lista da biotecnologia.
Os críticos das culturas geneticamente modificadas alegam que não existem estudos científicos suficientes que garantam a qualidade dos transgênicos ou que provem que eles não são causadores de danos à saúde humana. O fato é que a chegada de um produto fruto da biotecnologia no mercado não é o começo de um processo, mas o resultado de um período de mais de 13 anos de pesquisa.
O nível da avaliação da fase pré-comercial feita em cada planta transgênica é de longe muito maior do que qualquer outro processo similar para uma planta não transgênica. Os testes incluem avaliações da segurança do alimento e do impacto ambiental. Para a aprovação de um produto transgênico, os pesquisadores consideram os níveis de macronutrientes, micronutrientes e anti-nutrientes, bem como o de gorduras, açúcares e proteínas. Cada gene introduzido é comparado com mais de 500 alérgenos conhecidos. Nunca, um produto alimentício geneticamente modificado foi introduzido no mercado sem passar por todos estes processos.
Ganhos ambientais
As análises ambientais das culturas geneticamente modificadas também são muito mais complexas que as habituais. Os cientistas examinam como cada planta geneticamente modificada interage com outras plantas, animais e insetos e asseguram-se que elas não representam nenhuma ameaça à biodiversidade.
O aumento da produtividade, menor impacto ambiental e mesmo a preservação da saúde dos agricultores e suas famílias são alguns dos benefícios registrados com o plantio das plantas resistentes a insetos.
O gama “de frutos” da biotecnologia que estão sendo desenvolvidos e a serem lançados é impressionante. A biotecnologia agrícola não é uma panacéia, não acabará com a fome ou as doenças, mas ajudará a resolver essas questões muito difíceis, geradas por uma população global crescente. A área de culturas transgênicas continua a se expandir, e muito em breve, o globo inteiro desfrutará desses benefícios.
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Nos últimos 30 anos através dos conceitos da genética de populações, várias metas foram alcançadas em relação às várias características de interesse econômico, como crescimento mais rápido, reprodução e carne de melhor qualidade. Apesar de todo esse ganho, a pecuária nacional ainda está em busca de melhores índices em termos de precocidade sexual e de terminação de carcaça. Enquanto nos Estados Unidos e na Europa o gado de corte está pronto para o abate com menos de dois anos de idade, no Brasil a média ainda é de 3,5 anos para que os animais atinjam o peso vivo ideal para abate, entre 240 e 330 kg. Isto porque 80% do rebanho brasileiro é composto por animais zebuínos, notavelmente menos precoces que os de origem européia. As fêmeas das raças zebu, em média, entram em reprodução em torno de 24 meses de idade enquanto as de origem européia o fazem com idade em torno de 14 meses. A oportunidade de utilização de fêmeas sexualmente mais precoces tem reflexo direto na eficiência, rentabilidade e competitividade da pecuária bovina nacional. Rebanhos detentores de elevada precocidade sexual e fertilidade possuem maior disponibilidade de animais, tanto para venda como para seleção, o que permite progressos genéticos mais elevados, maior quantidade de carne produzida e, conseqüentemente, maior lucratividade. No entanto, a redução da idade ao primeiro parto, resultante do aumento da precocidade sexual das fêmeas, parece ser o maior desafio para os criadores de gado zebu brasileiro. A grande esperança para o melhoramento mais eficaz e mais rápido das raças zebuínas, em especial a Nelore, está aliada aos resultados obtidos com a genética molecular, a qual vem se tornando cada vez mais comum nos centros de pesquisas.
Apesar de toda a polêmica envolvendo as técnicas de clonagem e de transferência de genes para a produção de indivíduos transgênicos, não devemos deixar de considerar todos os ganhos que já foram alcançados e, principalmente, aqueles que ainda podem ser alcançados com uso da biotecnologia na produção animal. A Embrapa, maior empresa de pesquisa agropecuária no Brasil, é pioneira nas pesquisas com plantas transgênicas e foi a primeira a lançar através da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em 1986, uma planta modificada geneticamente. A Embrapa Gado de Corte está testando uma vacina recombinante contra o carrapato Boophilus microplus e na Embrapa Pecuária Sudeste estão sendo desenvolvidos inúmeros projetos com marcadores moleculares associados com características de interesse econômico para a bovinocultura de corte. Na região norte, a Embrapa Rondônia está montando um laboratório de biotecnologia onde serão desenvolvidos estudo com diagnóstico molecular da tristeza parasitária bovina (TBP), principal doença transmitida pelo carrapato do boi, e também sobre marcadores moleculares em raças zebuínas. Logo, o Brasil já possui recursos humanos e tecnológicos suficientes para melhorar os seus índices de produção de carne bovina, bem como resolver problemas graves de sanidade do rebanho e as ferramentas da biotecnologia podem ser grandes aliados para que esse objetivo seja alcançado o mais breve possível.
O que é Biotecnologia?
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O Que é Biotecnologia?
Biotecnologia é o conjunto de conhecimentos que permite a utilização de agentes biológicos (organismos, células, organelas, moléculas) para obter bens ou assegurar serviços.
Para mais informações acesse o site www.bteduc.bio.br
Assim, é Biotecnologia o conjunto de técnicas que permite à Indústria Farmacêutica cultivar microrganismos para produzir os antibióticos que serão comprados na Farmácia. Como é Biotecnologia o saber que permite cultivar células de morango para a obtenção de mudas comerciais. E também é Biotecnologia o processo que permite o tratamento de despejos sanitários pela ação de microorganismos em fossas sépticas. A Biotecnologia abrange diferentes áreas do conhecimento que incluem a ciência básica (Biologia Molecular, Microbiologia, Biologia celular, Genética, Genômica, Embriologia etc.), a ciência aplicada (Técnicas imunológicas, químicas e bioquímicas) e outras tecnologias (Informática, Robótica e Controle de processos). A Engenharia Genética ocupa um lugar de destaque como tecnologia inovadora, seja porque permite substituir métodos tradicionais de produção (Hormônio de crescimento, Insulina), seja porque permite obter produtos inteiramente novos (Organismos transgênicos). A Biotecnologia transforma nossa vida cotidiana. O seu impacto atinge vários setores produtivos, oferecendo novas oportunidades de emprego e inversões. Hoje contamos com plantas resistentes a doenças, plásticos biodegradáveis, detergentes mais eficientes, biocombustíveis, processos industriais e agrícolas menos poluentes, métodos de biorremediação do meio ambiente e centenas de testes diagnósticos e novos medicamentos.Produtos de origem biotecnológica, por setor
| Setores | Bens e serviços |
| Agricultura | adubo composto, pesticidas, silagem, mudas de plantas ou de árvores, plantas transgênicas, etc |
| Alimentação | pães, queijos, picles, cerveja, vinho, proteína unicelular, aditivos, etc. |
| Química | butanol, acetona, glicerol, ácidos, enzimas, metais, etc |
| Eletrônica | biosensores |
| Energia | etanol, biogás |
| Meio Ambiente | recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da água |
| Pecuária | embriões |
| Saúde | antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos, vacinas, reagentes e testes para diagnóstico, etc. |

